Lugar Feliz da Emily Henry é bom? Resenha sincera!

by | 4 Fev, 26

Lugar Feliz (Happy Place) é a seguinte situação: passar o fim de semana em um paraíso com o seu ex e ainda precisar fingir que está tudo bem. 

Esse é o cenário de Harriet e Wyn, que eram o casal perfeito desde a faculdade até terminarem há cinco meses sem contar aos amigos. 

Agora precisam fingir que ainda estão juntos durante a última semana de férias anuais na casa no Maine com a turma. Será que conseguem?

A seguir, minha opinião sincera (e bem crítica) sobre este livro. Continue a leitura!

Sinopse de Lugar Feliz

Harriet e Wyn são o casal dos sonhos desde a faculdade – perfeitos juntos como sal e pimenta. Só que agora não combinam mais. Faz cinco meses que terminaram, mas ainda não contaram aos melhores amigos. Assim, continuam dividindo o maior quarto da casa no Maine onde a turma passa férias há uma década. Este ano, enquanto a casa está à venda e esta é a última semana juntos, Harriet e Wyn mentem descaradamente fingindo que está tudo bem para não estragar as férias. Depois de anos apaixonados, não deve ser tão difícil fingir por apenas uma semana… Certo?

O que fala o livro Lugar Feliz?

Lugar Feliz explora segunda chance no amor, amizades que mudam com o tempo, família escolhida e crescimento na vida adulta. Questiona identidade, sacrifícios em relacionamentos, dependência emocional e outros temas.

Para qual idade é Lugar Feliz?

De +16 a +18 anos. É um romance adulto (Adult Contemporary Romance).

Lugar Feliz tem hot?

Sim, mas não é excessivo. São mais pontuais. 

Quantas páginas tem Lugar Feliz?

420 páginas.

Lugar Feliz da Emily Henry é bom?

Sendo direta, não gostei tanto deste livro. Para mim, tem vários problemas. Vamos aos pontos:

Personagens principais 

Os dois protagonistas são irritantes: a Harriet é meio indecisa e sem personalidade, enquanto o Wyn é inseguro. 

Claro que defeitos nos personagens são absolutamente normais (até porque representam nós mesmos), mas, desde que sejam elaborados ou, ao menos, tenham alguma construção. 

Para completar, os dois são muito dependentes emocionalmente um do outro. Parece aquele casal de adolescentes apaixonados que ficam se beijando o tempo todo do seu lado, sabe? 

Falando dos coadjuvantes, foi justamente o que mais gostei, em especial da Cleo e Sabrina. Como podem elas terem mais personalidade que a protagonista, Jesus?

Contudo, a quantidade de personagens me pegou. São seis personagens na casa e você meio que fica perdido, principalmente com os masculinos que os nomes aparecem do nada e você não sabe quem é direito.

Amizade feminina 

O que mais me agradou foi a subtrama: a relação de Harriet com suas amigas, Cleo e Sabrina, e as mudanças que o tempo faz com qualquer relação. 

Gostei que realmente lembra amizade de vida adulta, que não é mais aquela coisa de adolescência onde todo mundo está junto o tempo todo e cada um tem seus segredos, sua própria vida, mas ainda se amam e se apoiam.

Isso foi bem retratado.

Narrativa 

Por sorte, a Emily Henry tem uma escrita leve, que mesmo arrastando a narrativa, consegue te prender na história — embora precise de algumas (muitas) pausas e idas e vindas. 

A narrativa alterna entre o presente (a semana de férias fingindo estar juntos) e flashbacks mostrando como o relacionamento começou e se deteriorou. 

Na minha opinião, a autora escolheu voltar MUITO e focar em muitos detalhes insignificantes do passado do casal. Se, de repente, explorasse o passado dos protagonistas para dar mais contexto, mas não foi assim e sim focando em partes da história que poderiam ser resumidas a poucas páginas. 

Hot

Apesar de tudo, talvez um dos melhores dos livros dela. 

A tensão de ex-casal fingindo estar junto adiciona uma camada extra de calor às cenas, além do capítulo da cena em si ser bem escrito. 

Desfecho

O final de Lugar Feliz me irritou demais porque só concretizou tudo que eu pensara sobre eles serem muito dependentes emocionais um do outro. 

Eu quis morrer, principalmente com a escolha da protagonista sobre a carreira. Detesto não mandar nos outros.

Achei que era melhor terem ficado separados por mais tempo, trabalhado em si mesmos individualmente, para então voltar de forma mais saudável. 

Opinião final

Lugar Feliz não foi meu favorito da Emily Henry. 

Os personagens principais são muito dependentes emocionalmente um do outro, falta resolução real dos problemas que os separaram, e a narrativa é super arrastada. O que salvou foi a subtrama das amizades femininas, que eram bem mais interessantes que o próprio romance. 

No entanto, para algumas pessoas, foi o melhor da autora e favorito 5 estrelas. Ainda é um romance adulto (Adult Contemporary Romance) com temas adultos, além de questões com as quais talvez você se identifique. Leia e tire suas próprias conclusões. 

Lugar feliz vai virar filme?

Sim! A adaptação de Lugar Feliz (Happy Place) está em desenvolvimento pela Netflix como um filme. Será produzido pela Nuyorican Productions de Jennifer Lopez, mas detalhes sobre elenco e data de lançamento ainda não foram divulgados.

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