Talvez um Dia da Colleen Hoover é bom? Opinião sincera

by | 22 Mar, 21

Talvez um dia é mais um dos romances polêmicos da Colleen Hoover.

Sydney descobre a traição do namorado com a melhor amiga e acaba se mudando para a casa de Ridge, um músico surdo talentoso. Conforme compõem músicas juntos, a atração entre eles se torna inegável.

Este, por acaso, tem uma namorada de longa data. Será que eles vão resistir? Ou ela vai talaricar a garota?

A seguir, prepare-se para uma resenha bem sincera do livro.

Sinopse de Talvez um Dia da Colleen Hoover

Sydney acabou de completar 22 anos e deu um soco na ex-melhor amiga após descobrir que ela e o namorado estavam se envolvendo pelas costas. Sem ter para onde ir, Sydney encontra refúgio na casa de Ridge, um músico cujo talento ela já admirava. Conforme passam tempo juntos, a sintonia na composição de músicas se torna inegável, assim como a crescente atração entre eles. O grande problema? Ridge já tem namorada, e Sydney não quer ser a vilã dessa história. Será que vão conseguir resistir?

Número de Páginas: 368

Qual a sequência de Talvez Um Dia?

  1. Talvez Um dia
  2. Talvez Não
  3. Talvez Agora

O que fala o livro Talvez um dia?

Talvez um Dia intercala a narrativa de Sydney e Ridge, que estão diante de um grande dilema emocional e moral. O livro aborda traição emocional, dilemas morais e acessibilidade.

Para qual idade é Talvez um Dia?

+16 anos. O livro contém temas adultos como traição, relacionamentos complexos, conflitos morais intensos e situações de tensão sexual.

Talvez um Dia da Colleen Hoover é bom? Opinião sincera!

Não gostei do livro. É engraçado como a Colleen Hoover possui meus dois livros favoritos da vida (É assim que acaba e Um Caso Perdido), um que gostei mais ou menos (O Lado Feio do Amor) e dois que detestei (Talvez um dia e Em busca da Cinderela). Vamos aos motivos:

Personagens

A Maggie, namorada do Ridge, foi a única que eu simpatizei.

De resto, passei a leitura toda xingando os outros personagens — desde os principais até os coadjuvantes.

Os protagonistas são extremamente hipócritas. Praguejavam a melhor amiga e o ex namorado de Sidney, mas foram incapazes de fazer qualquer coisa para resolver a situação conflitante entre eles dois. Ficaram com um discursinho de“ah, não é a mesma coisa” quando, na verdade, era até pior.

Agiam como se fosse impossível agir para solucionar o problema, sendo que era óbvio o que precisava ser feito.

O melhor amigo do Ridge — que a Colleen mais tarde até escreveu um livro somente para ele — foi um escroto (desculpe a expressão) e machista com a Sidney em diversos momentos.

Enfim, com exceção de Maggie, que foi sensata e um amor ao longo da história toda, eu não gostei de ninguém.

Romance do Ridge e da Sidney

Não consegui torcer para o casalzinho de jeito nenhum. Na verdade, foi o primeiro romance que eu torci para um casal não ficar junto.

Não me convenceu. Não consegui ter empatia por eles. Tudo era “incontrolável” demais e, talvez, meus princípios morais tenham se sobressaído demais. Eu odeio traição.

Plot twist

Todo romance da Colleen tem aquela reviravolta que explica tudo e conecta a história. Porém, o plot twist desse livro só serviu para ter mais raiva dos personagens, além de ter sido mal explorado. Não trouxe a redenção ou compreensão que deveria trazer.

Pelo contrário, só evidenciou ainda mais as falhas de caráter e hipocrisia de todo mundo envolvido na trama.

Maaaas… Talvez um dia da Colleen Hoover não foi 100% ruim para mim.

A narrativa da Colleen não te permite largar o livro, ainda que a história seja um tédio. Só por isso li tudo.

Além disso, gostei bastante da abordagem da deficiência do Ridge, pois trouxe algo diferente para a história e é raro encontrar personagens deficientes nos livros.

A música também foi outro elemento que salvou um pouco o livro. As canções são realmente bonitas e a autora até disponibiliza as canções para você ouvir.

Opinião final

Talvez um Dia ganhou duas estrelas na minha avaliação. Passei a leitura inteira frustrada com personagens hipócritas e toda cena de romance me fazia revirar os olhos. A única personagem que salvou foi Maggie. Contudo, não se prenda à minha opinião – tanto que li resenhas de pessoas considerando este o melhor livro da Colleen e ainda tem continuações. O estilo viciante dela funciona, a representação de deficiência é bem-feita e a música adiciona algo especial.

Leia e tire suas próprias conclusões!

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